O ser humano sempre gostou de imaginar-se imortal, a idéia de nossa vida na Terra ser finita sempre foi algo que desafio desejos de muitos mortais. Em Depois de Partir, filme dirigido por Gilles Buordos, esta é a grande questão que dá o tom ao roteiro baseado no livro de Guillaume Musso, Nathan (Romain Duris) é um advogado bem sucedido de Nova York que percebe sua vida mudar após conhecer o doutor Kay (John Malkovich) ele pode dizer quando as pessoas estão prestes a morrer - e não a data ou a forma como eles irão passar, mas o simples fato de que seus dias na Terra estão contados, através de uma coleção de comentários vagos e confusos sobre saúde, vida e morte, Kay tenta explicar a sua vocação especial para Nathan.Pouco a pouco relutante, Nathan percebe a verdade sobre as palavras de Kay, através de cada descoberta, os conceitos sobre a vida que Nathan criou desmorona e ele então é forçado a enfrentar as lembranças que o afastou de sua ex-esposa (Evangeline Lilly) e sua filha, a morte trágica de seu filho em um acidente.
Depois de Partir é convincente e comovente, afinal ele trata sobre o medo sempre dominante da morte, é fácil sentir-se tenso e se consumir com a história. Enquanto o espectador crítico vai questionar técnicas do filme, o espectador emocional terá a sensação que a viagem não é algo que deva ser encarado com dor.
A atuação de cada personagem é boa, mas talvez fosse preciso uma melhor condução, alguns detalhes que separam um bom filme de uma obra-prima. Mas como um filme que é tão conectado ao tema morte do começo ao fim, é difícil desvincular seu caráter emocional. A finalização do filme não é algo que possamos considerar brilhante e alegre, mas é capaz de deixar o expectador emocionado e satisfeito.


16:59
Adriano Evangelista


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