quinta-feira, 31 de março de 2011

FELIZ QUE MINHA MÃE ESTEJA VIVA


Sinopse: Quando adolescente, Julie (Sophie Cattani) abandonou seus dois filhos, um de quatro anos e o outro ainda bebê. Adotados por um casal, o irmão mais novo cresceu sem crises existenciais, mas Thomas (Vincent Rottiers) sempre quis conhecer suas origens. A raiva que o abandono causou em Thomas, começa a se manifestar na sua pré-adolescência. Aos 20 anos, Thomas encontra a mãe biológica e, na tentativa de ocupar o hiato da relação entre os dois, força um envolvimento e intimidade não convencional entre mãe e filho.



Nesta produção Claude Miller produz um longa com fortes características intimista que se encaixa perfeitamente na maneira de filmar do cinema francês, que caminha até o fundo da mente dos personagens que retrata, o diretor deixa-nos diante de uma história comovente com sutileza e delicadeza de lidar com a força silenciosa das tristezas na infância. Sem dúvida uma das grandes força no filme é, inquestionavelmente a complexidade de seus personagens. Vincent Rottiers que interpreta um filhos abandonado pela mãe e adotado por outra família e cresce repleto de lacunas em seu desenvolvimento afetivo, transborda de talento que chegam em um único plano para passar doçura e rebeldia, seu caráter ambíguo revela o grande ator que não exagera e que permanece sempre humilde e fiel a seu papel. Por sua vez Sophie Cattani no papel da mãe biológica também é grande em sua interpretação , ambos dão um realismo a este conto pungente que nunca cai nos estereótipos do gênero.


Acrescente a isso uma percepção inteligente de uma grande sensibilidade, uma composição original conduzida por Miller e embora continue a ser simples, o filme leva-nos de um instante de passividade a uma obrigatória reflexão sobre os sentimentos que as vezes passa a impressão de tornar-se quase doentio sobre o comportamento de Thomas, que se torna hora vítima, hora algoz. Além claro dos impactos que um ato de abandono pode ter sobre o futuro psicológico de uma criança, ou dois irmãos como encenada aqui e perceber que eles não reagem da mesma forma.
Creio que seja difícil falar de uma filme como Feliz que minha mãe esteja viva, pois ele será uma experiência única para cada um, é um longa intenso sem cair no melodrama batido de múltiplas cenas de choro, enfim assita e tire suas conclusões.
Avaliação:


  
Ficha Técnica: 
Gênero: Drama 
País / Ano: França / 2009 
Duração: 90 minutos 
Direção: Claude Miller, Nathan Miller 
Elenco: Vincent Rottiers, Sophie Cattani, Christine Citt.



Dogville e o mal estar na sociedade

Dogville é uma experiência a vários níveis de percepções, e isto fica logo evidenciado através do trabalho da direção de arte e sua capacidade de inventividade, onde uma cidade fictícia consiste de um conjunto de desenhos de giz que representam cada uma das casas do habitante. Dogville olha para a pobreza e as divisões de classe em uma aldeia hermeticamente selada, mas ainda mais importante, o filme investiga uma moral idiossincrática colocada em jogo quando um estranho dentro de empresas e cidades a reação à sua "alteridade". No final, esse visitante não tem mais direitos do que um gado.
Neste bucólico cenário Grace interpretada por Nicole Kidman é a ameaça definitiva para esta cidade,  ela tenta se ajustar, mas realmente a moça parece não se encaixar naquele enredo.
Após a sucessão de acontecimentos deploráveis da cidade em direção a Grace em um episódio após o espectador desenvolve um desejo urgente de ver essa intimidação e a cidade com seus comportamentos hipócritas punidos.

 
Assina a direção do filme o dinamarquês Lars Von Trier, que vem sendo frequentemente criticado e rotulado, na minha opinião inadequadamente, como misógino, dada a sua predileção para o espetáculo do sofrimento feminino, como pode ser conferido em Ondas do destino, com Emily Watson outro filme do diretor. O filme é esteticamente poderosos, com um modo de apresentação estilizada, evocando uma reflexão inevitável sobre  a ligação interna entre a racionalidade e a teatralidade. 
 
 


Avaliação:



Ficha Técnica
Título original: (Dogville)
Lançamento: 2003 (França)
Direção: Lars Von Trier
Atores: Nicole Kidman, Harriet Andersson, Lauren Bacall, Jean-Marc Barr.
Duração: 177 min
Gênero: Drama

Sem Limites - Limitless (2011)

Neste produção de Neil Burger, cinesta que tem em seu currículo O Ilusionista, Eddie (Bradley Cooper) vive um escritor com grandes dificuldades para prodizir material com qualidade, cansado de tudo e ao ver tudo indo por aguá a baixo em seu trabalho Eddie decide utilizar uma droga ultra-secreta que possibilita a ele utilizar toda sua capacidade cerebral.

Após Eddie tomar a droga, o jovem é capaz de absorver mais rapidamente a informação e seu cérebro trabalha em um níveis mais elevados do que o da pessoas sem esta digamos "ajudinha", e o que ocorre é que rapidamente ele se torna viciado nessa droga.
O roteiro ser muito inteligente, o filme em si não é tão cheio de suspense, por vezes, como é suposto ser. A razão para isto é que Neil Burger por vezes acelera o ritmo e depois diminui, o que ocorre deversas vezes durante o filme, algo que pode criar uma certa dispersão ou frustração no espectador.


Apesar de tudo Sem Limites é uma boa aposta lançada este ano, o roteiro de Lexlie Dixon adaptado do livro de Alan Glynn merece ser assitido por ser uma trabalho que exigiu muita originalidade e criatividade para fazê-lo funcionar na tela. 

Avaliação:






Ficha Técnica

Sem Limites
Ano: 2011
Duração: 105 mins
Título Original: Limitless
Direção: Neil Burger.
Elenco: Bradley Cooper, Abbie Cornish, Robert De Niro, Anna Freil

quarta-feira, 30 de março de 2011

Depois de Partir - Afterwards (2010)

O ser humano sempre gostou de imaginar-se imortal, a idéia de nossa vida na Terra ser finita sempre foi algo que desafio desejos de muitos mortais. Em Depois de Partir, filme dirigido por Gilles Buordos, esta é a grande questão que dá o tom ao roteiro baseado no livro de Guillaume Musso, Nathan (Romain Duris) é um advogado bem sucedido de Nova York que percebe sua vida mudar após conhecer o doutor Kay (John Malkovich) ele pode dizer quando as pessoas estão prestes a morrer - e não a data ou a forma como eles irão passar, mas o simples fato de que seus dias na Terra estão contados, através de uma coleção de comentários vagos e confusos sobre saúde, vida e morte, Kay tenta explicar a sua vocação especial para Nathan.Pouco a pouco relutante, Nathan percebe a verdade sobre as palavras de Kay, através de cada descoberta, os conceitos sobre a vida que Nathan criou desmorona e ele então é forçado a enfrentar as lembranças que o afastou de sua ex-esposa (Evangeline Lilly) e sua filha, a morte trágica de seu filho em um acidente.

Depois de Partir é convincente e comovente, afinal ele trata sobre o medo sempre dominante da morte, é fácil sentir-se tenso e se consumir com a história. Enquanto o espectador crítico vai questionar técnicas do filme, o espectador emocional terá a sensação que a viagem não é algo que deva ser encarado com dor.
A atuação de cada personagem é boa, mas talvez fosse preciso uma melhor condução, alguns detalhes que separam um bom filme de uma obra-prima. Mas como um filme que é tão conectado ao tema morte do começo ao fim, é difícil desvincular seu caráter emocional. A finalização do filme não é algo que possamos considerar brilhante e alegre, mas é capaz de deixar  o expectador emocionado e satisfeito.

Avaliação:




Ficha técnica
Título Original: Et Aprés/Afterwards
Título Traduzido: Depois de Partir
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 107 min
Ano de Lançamento: 2010

Elenco:
John Malkovich
Evangeline Lilly
Romain Duris
Pascale Bussières
Reece Daniel Thompson
Sara Waisglass

quinta-feira, 24 de março de 2011

10ª Mostra do Filme Livre no Rio e em SP

A MFL 2011 / 10ª Mostra do Filme Livre é um dos eventos audiovisuais mais democráticos do Brasil, focando seus esforços sobre o atual cenário de renovação do cinema brasileiro, com destaque para filmes de diretores jovens e filmes de baixo orçamento.
Algumas características tornam este um evento muito espeical, dentre estas podemos destacar o pioneirismo na aceitação de filmes de todos os formatos, gêneros, anos e durações e exibidos numa mesma sessão; busca por obras que tenham soluções estéticas diferenciadas; catálogo com 200 páginas com imagens e textos originais escritos pela curadoria e convidados; sessões  comentadas, debates e oficina de vídeo, além de ser totalmente gratuíto.

A Mostra acontece no Rio e em São Paulo no CCBB.

Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
R. Álvares Penteado, 112, Centro
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
11 a 31 de março de 2011
Local: Cinema do CCBB (70 lugares)
Entrada franca
Classificação indicativa: de acordo com a sessão.
www.bb.com.br/cultura

Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
R. Primeiro de Março, 66 - Centro
10 a 31 de março de 2011
Local: Cinema I e II (102 e 50 lugares)
Entrada franca
Classificação indicativa: de acordo com a sessão.
www.bb.com.br/cultura



terça-feira, 22 de março de 2011

DVD Carioca – O processo criativo de Chico Buarque


Ele nasceu Francisco Buarque de Holanda no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1944, mas ficou conhecido mesmo foi como Chico Buarque. Ele iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966,  na carreira literária, foi ganhador do Prêmio Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004.
E é dedicado a ele esta postagem e a seu trabalho, sei que esta informação não é assim tão nova, afinal o DVD Carioca de Chico Buarque foi lançado em 2006, porém creio que nunca é demais compartilhar notícia boa.
O DVD Carioca relata os bastidores do processo de produção e construção criativa do sempre único Chico Buarque, ele conta sobre a compra de músicas de compositores anônimos, o artista ainda aparece cantando trechos de suas canções, ao assistir o trabalho dirigido por Bruno Natal o expectador tem uma experiência maravilhosa com este universo dos bastidores, como ocorre a antevisão da obra cultural. Quem ainda não teve a oportunidade de vê-lo ao vivo ganhou este belo presente com o DVD Carioca.



sexta-feira, 18 de março de 2011

MIS Exibe Mostra de Documentários




A Academia Internacional de Cinema, (AIC) realiza mini mostra de documentário dos filmes produzidos por alunos do curso de documentário da instituição. O evento acontece no Museu da Imagem e do Som, (MIS).




Programação:
  • Mamão verde castanha e nam pla de Denise Dweck, Guilherme Burgos, Ibirá Machado Jacqueline Pereira, Veronika Recheinberger. 
  • Sobre São Paulo de Mariana Ferraz, Luis Paulo de Farias, Márcia Gomes;
  • Maria H de Guilherme Rignonatti, Patrick Torres, Victor Carvalho; 
  • Complexo Almeida Prado de Bruno Mazzoco, Lucas Duarte, Ricardo Martins, Tony Shigueki, 
  • Social ou De Serviço de André Franco, Eduardo Barcellos, Caue Ameni.

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